tumores na coluna

Você sabe quais são os tipos de tumores de coluna?

Você sabe o que é e quais são os principais tumores que afetam a coluna vertebral? Este tema colocou Londrina no mapa da neurocirurgia mundial por conta da participação do neurocirurgião Ivan Hattanda, especialista no tratamento de tumores cerebral e de coluna em Londrina, em um seminário realizado em Bogotá, na Colômbia, pela AO Spine América Latina, organização que visa identificar centros de referência na região para a prática da cirurgia de coluna. 

Esses centros devem atender a padrões de qualidade, incluindo programas de treinamento para médicos ortopedistas e neurocirurgiões, com foco em resultados cirúrgicos e qualificação acadêmica. Além disso, a AO Spine promove a pesquisa e o ensino no tratamento das doenças da coluna vertebral em todo o Brasil e na América Latina.

“O evento reuniu cirurgiões de coluna de toda a América, incluindo especialistas do Canadá e dos Estados Unidos, que compartilharam conhecimento técnico, resultados de pesquisa e vivências clínicas em alto nível”, conta o Dr. Ivan Hattanda, reforçando que o seminário foi uma experiência transformadora para a sua prática clínica.

“Entre os temas mais enriquecedores estavam as bases do tratamento oncológico da coluna, com discussões essenciais sobre princípios terapêuticos, decisão cirúrgica, papel da radioterapia, radiocirurgia e avanços no manejo integrado do paciente oncológico”, cita o Dr. Ivan.

Outro ponto importante destacado por ele foram os debates sobre metástases vertebrais. “O evento abordou profundamente a decisão cirúrgica baseada em escalas prognósticas, a avaliação da instabilidade, o manejo do déficit neurológico agudo, a radioterapia moderna, técnicas de separação, radiofrequência, crioterapia e reconstruções complexas.”

O que são tumores de coluna vertebral?

Os tumores de coluna vertebral são crescimentos anormais que podem surgir na vértebra (osso), no canal medular, nas estruturas ao redor da medula ou diretamente na medula espinhal. Eles podem causar dor, fraqueza, alterações de sensibilidade e, em casos avançados, risco de paralisia.

“Os tumores de coluna vertebral representam um dos desafios mais complexos da neurocirurgia e da ortopedia moderna. Eles exigem precisão, estudo constante e uma abordagem multidisciplinar cuidadosa”, afirma o neurocirurgião.

De acordo com ele, os tumores primários surgem na própria coluna e podem ser benignos, como o osteoma osteoide, ou malignos, como o cordoma e o  condrossarcoma. Já os tumores metastáticos são mais comuns e representam a disseminação de câncer de outro órgão para a coluna, como mama, próstata, pulmão, rim ou tireoide.

“No evento AO Spine, esse foi um tema central, com diversos módulos sobre tomada de decisão e técnicas cirúrgicas modernas para metástases”, cita.

Principais tipos de tumores de coluna vertebral

  1. Osteoma osteoide: tumor benigno, pequeno, porém muito doloroso.
  2. Osteoblastoma: tumor benigno, mas mais agressivo e maior que o osteoma osteoide.
  3. Cisto Ósseo Aneurismático: causa destruição óssea e pode crescer rapidamente.
  4. Cordoma e Condrossarcoma: tumores raros, porém agressivos, exigindo planejamento preciso e, muitas vezes, ressecções marginais.
  5. Tumores intrarraquianos: incluem meningioma, schwannoma, neurofibroma e ependimoma. 
  6. Metástases vertebrais: a condição mais frequente.

 

“O seminário dedicou módulos inteiros à instabilidade (SINS), compressão epidural (Bilsky), uso de corticoides, radioterapia, cirurgia de separação e muito mais”, recorda o médico.

De acordo com ele, o diagnóstico de um tumor de coluna é construído por meio de:

  • Ressonância magnética;
  • Tomografia;
  • Exames laboratoriais;
  • Escalas prognósticas;
  • Biópsia (fundamental para decidir o melhor tratamento).

“Durante o seminário da AO Spnine, foi reforçada a importância da biópsia vertebral, que ajuda a definir o tipo do tumor, a agressividade e a melhor técnica cirúrgica. Esse foi um dos meus principais aprendizados: realizar mais biópsias de forma sistemática para planejamento individualizado”, avalia o Dr. Ivan Hattanda.

Entre os tratamentos modernos para tumores de coluna vertebral, o médico elenca a cirurgia, desde ressecções marginais em tumores primários até a moderna cirurgia de separação, usada principalmente em metástases epidurais, que foi tema central do seminário.

“Já a radioterapia e a radiocirurgia são essenciais, especialmente nos tumores radiossensíveis. Os avanços apresentados no seminário mostram como a precisão atual permite preservar mais tecido saudável.”

O médico destaca ainda outras tecnologias modernas apresentadas durante o encontro em Bogotá, como a navegação cirúrgica, os modelos 3D, a instrumentação avançada e o Minimally Invasive Spine Surgery (MISS), que tornam o tratamento mais seguro e preciso.

AO Spine: encontro dedicado ao que há de mais atual em oncologia da coluna

O seminário da AO Spine apresentou uma programação robusta e muito bem estruturada, abordando desde princípios fundamentais da oncologia espinal até técnicas avançadas de tratamento cirúrgico e multidisciplinar.

Entre os convidados, estava o colega brasileiro Dr. William Teixeira, reconhecido por sua atuação em cirurgia de tumores espinhais, que trouxe contribuições valiosas para as discussões. “A troca científica foi intensa e colaborativa, com um formato dinâmico baseado em seminários, discussões abertas e resolução de casos clínicos reais apresentados pelos próprios participantes, que superaram todas as minhas expectativas.”

“Essas discussões, fundamentadas em casos clínicos reais, trouxeram uma visão clara e atualizada sobre como oferecer tratamentos eficazes, seguros e individualizados aos pacientes com tumores primários ou metastáticos na coluna”, avalia o Dr. Ivan Hattanda.

Compromisso com os pacientes

“Sou profundamente comprometido em atuar sempre com rigor científico e aplicar condutas baseadas em evidência, além de buscar atualização constante, trazendo para Londrina e região o que há de melhor no mundo em tratamento tumoral da coluna. Minha prática é oferecer aos meus pacientes o que eu escolheria para meus próprios familiares”, declara o neurocirurgião.

Para ele, formação contínua permite avaliar cada caso com mais precisão, entender nuances importantes e oferecer opções terapêuticas que realmente fazem diferença na qualidade de vida e no prognóstico dos pacientes. 

“Estar entre profissionais tão experientes e reconhecidos internacionalmente reforçou algo que considero essencial na medicina: a humildade para continuar aprendendo e a responsabilidade de transformar esse conhecimento em cuidado real. Ver de perto como centros internacionais tratam casos complexos de tumores espinhais me motiva ainda mais a seguir aprimorando minha prática e contribuindo para que Londrina tenha acesso a condutas atualizadas, seguras e humanas.”

“Participar deste evento não foi apenas um avanço na minha formação, foi um investimento direto no cuidado que ofereço aos meus pacientes. Cada aula, cada caso discutido e cada troca com especialistas internacionais ampliou meu repertório para tomar decisões mais seguras, embasadas e modernas”, conclui o neurocirurgião, que passa a atender pacientes da Unimed Londrina e também fará parte do corpo cirúrgico do recém-inaugurado Hospital Unimed

Com investimento de mais de R$ 260 milhões, o Hospital Unimed, inaugurado em setembro de 2025, tem capacidade inicial para até 150 leitos. A estrutura de 29 mil metros quadrados de área construída conta com 12 modernas salas cirúrgicas, sendo uma exclusiva para hemodinâmica e outra para cirurgia robótica, além de equipamentos de última geração para ultrassonografia, raio-x, ressonância magnética e tomografia.

O hospital também oferecerá serviços completos de internação, maternidade, pediatria, UTIs adulto, pediátrica e cardiológica e cirurgias de média e alta complexidade.

 

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